Não, este não é mais um trabalho para o bing, bing, bing, Coelho Richochete (trocadilho infame, mas eu tinha que fazê-lo).

O sistema de busca da Microsoft agora responde pelo nome (?) Bing. E Steve Ballmer acredita no potencial do nome se tornar verbo. Já pensou? “Bingar” na internet… É da turma open source? Acostumado às siglas recursivas (que pra mim não fazem sentido)? Então que tal essa: BING, sigla recursiva para Bing Is Not Google =)
Brincadeiras à parte, o novo site de buscas da gigante de Redmond não veio a brincadeira e é de bom tom prestar atenção às suas propostas.
Já integrado aos serviços da Microsoft, como o Windows Live e o MSN, o Bing parece querer ser a extensão do desktop na web. Pelo menos visualmente, já que sua página inicial trás belas imagens de fundo (paisagens a lá Windows Vista), contrariando o princípio de leveza e simplicidade do Google (a Microsoft diz que foi o usuário que pediu…).
O que mais se destaca sobre o Bing em sites especializados é a limitação a recursos para a versão brasileira do site, como a busca por passagens aéreas, reservas de hotéis e serviços financeiros, mas vamos ao que interessa: o que você mais busca no Goog… digo, na internet? Passagens aéreas ou pesquisa-pesquisa mesmo? Aquela busca padrão. Achar um site, um serviço, uma pessoa, imagens, informações sobre determinado assunto. Isso é o que interessa pro grosso (opa) dos internautas.
Vou tentar fazer algumas comparações, então quero começar pelo usuário padrão, busca padrão.

No Google conhecemos a sugestão de pesquisa. Enquanto estamos digitando o que queremos, o Google já vai sugerindo termos relacionados e até completando a frase. O Bing não tem (pelo menos não na versão brasileira ainda, se alterar a localização para Estados Unidos, a opção existe. Já explico isso).
Pesquisei por Raul Seixas em ambos e… o Google indicou aproximadamente 1,19 milhão de resultados frente a 174 mil do Bing, mas antes de chegar a alguma conclusão, uma pesquisa por Big Bang Theory (série nerd do canal pago CBS, recomendo) apresenta 12,4 milhões de resultados no Google ante 13,9 milhões do Coelho Richochete… digo… do Bing. O Bing leva a melhor, mas repito que a quantidade de resultados não é necessariamente marca de qualidade.
Os resultados de Raul Seixas e Big Bang Theory nos dois buscadores são bem semelhantes. Estão lá os sites oficiais, Wikipédia… o Google leva vantagem por apresentar também resultados de vídeos no YouTube, mais embaixo resultados em blogs e sugestões de pesquisas relacionadas. Até mesmo nos links patrocinados, leva a melhor, oferecendo um anúncio do Toda Oferta, onde se encontram discos para compra. Já o Bing é patrocinado por “Assista TV ao vivo pelo computador” (e isso não é pirataria?).
Mas espere… o Bing está com recursos reduzidos para a versão brasileira, certo? Vamos seguir a dica do Maurício Greco e fingir que estamos nos Estados Unidos. Clique no nome do país, ao alto, e altere para Estados Unidos. Voilá!

A quantidade de resultados é a mesma, mas agora com opções bacanas… Na lateral onde antes aparecia apenas “Todos os resultados”, agora há categorias como Albums, Tickets, Tour, Ringtones, Downloads, Videos, Popularidade… e ainda na barra lateral, indicações de buscas relacionadas (como no Google) e o histórico de buscas do usuário. Também desse novo modo é habilitada a pré-visualização da página encontrada, exibida à direita. Bacana né?
Mas espere também… Refiz minha busca por Big Bang Theory do novo jeito e não senti lá tanta diferença da pesquisa “nacional”. As buscas relacionadas estão lá, o histórico de pesquisa, a pré-visualização… e nada mais. Outra coisa, se você muda para Estados Unidos, os sites estrangeiros são priorizados no resultado, deixando a experiência não tão bacana assim.
Vamos mais a fundo, nem só de links vivem os internautas buscadores. Que tal umas imagens?

O Google apresenta o resultado em páginas, como na busca padrão, 20 resultados por página. Em cada foto, informações como o texto que faz referência à foto no site encontrado, o tamanho da foto, a extensão, o link do site em questão. Há 3 filtros possíveis: tamanho (pequeno, médio, grande e muito grande), conteúdo (notícias, rostos, clipart…) e cor (eu nunca havia utilizado esse filtro. Você escolhe amarelo, por exemplo, e o Google mostra imagens que tenham predominância dessa cor).
Visualmente o resultado do Bing é bem bacana, as fotos aparecem de foma limpa, sem as informações de tamanho ou links. Ao passar o mouse sobre a foto, a mesma é destacada e as informações aparecem: nome, link, tamanho, extensão (pessoalmente eu gosto de ver as informações nas imagens sem precisar ir selecionando imagem por imagem). Há ainda a opção de ver imagens similares e dá até pra comentar a foto.
É possível ainda escolher a forma de apresentação do resultado, o tamanho das miniaturas e se o usuário prefere que as informações sejam apresentadas juntamente com as imagens, como no Google. No painel lateral, filtros de tamanho, layout (quadradas, altas, largas), cor (nesse caso apenas separar entre coloridas e P&B), estilo (fotografia ou ilustração) e pessoas (face, cabeça e ombros e outras). Experimente descer a página… O resultado é apresentado num iframe infinito. Não há páginas. As imagens vão sendo carregadas à medida que o internauta rola o frame. Clique na imagem. Você espera que a página original abra com um frame sobre a mesma com a imagem selecionada… A página abre sim, mas dentro do iframe do Bing. Estratégia pra manter você no site de busca. Vai que ainda não é a imagem que você procura. Em vez de voltar no navegador até á busca, basta fazer uma nova pesquisa ali mesmo.

O Bing atua de formas variadas de acordo com a pesquisa realizada. Pesquisando por Raul Seixas, por exemplo (utilizando o site em inglês), vimos opções como albums, tickets e ringtones. Se pesquisamos por alguma doença, a barra lateral apresenta filtros como artigos, sintomas, causas, medicação… Se pesquisamos por uma cidade, a barra lateral nos apresenta imagens, mapa, clima, aeroportos… Somente em inglês, por enquanto.
Tá certo, o Bing tem recursos bacanas, personalizando a experiência de uma busca simples, mas sabemos que o Google também é um canivete suíço de opções (como um canivete suíço mesmo, tem coisas ali que nem usamos ou sabemos que está ali). Vamos ao combate:

Digite no Google: “tempo Curitiba” e o mesmo apresenta, logo no início, a temperatura atual e previsão do tempo (neste momento 5ºC em Curitiba, brrrrr). E no Bing: “Tempo Curitiba” não muda o resultado da busca padrão, mas… mudamos para Estados Unidos e buscamos por “weather Curitiba” e lá está: 48ºF, mais a previsão do tempo. Hummm, dá pra mudar para celsius: 9ºC. Está mais quente no bing =)
Ok, empate. E que tal um cinema? “Filmes Curitiba” no Google me retorna os filmes que estão passando, críticas, cinemas, salas, horários… “Movies Curitiba” não deu em nada… Humm. E “Movies New York”? Agora sim: Movies near New York: filmes, censura, estrelas, links para o MSN Movies…
2 a 2. Depois do cinema, uma fominha… “Restaurante Batel Curitiba” retorna um mapa do bairro direto do Google Maps e resultado de restaurantes próximos ao bairro Batel, em Curitiba. Bingando “Dinner New York”: mesma coisa, mas o mapa e os resultados são do Bing Maps, claro.

Falando em mapas, busco um endereço no Google e ele me oferece sua localização pelo Google Maps, a mesma coisa pro Bing (em inglês e com um endereço de Nova York, claro).
A calculadora também está lá, mas o Google apresenta apenas o cálculo e um link para o caso do internauta querer fazer uma pesquisa em vez do cálculo. O Bing apresenta o cálculo e o resultado da pesquisa em seguida (em inglês…).
E conversão? No Google, 94 dólares em reais: conversão realizada. No Bing (em inglês…), mesmo resultado.
Conhece a função “define” do Google? Digite “defina …” e qualquer palavra no lugar dos três pontos. o Google busca uma definição para esta palavra em vários dicionários. O Bing faz? Não (nem mesmo em inglês).
E que tal vídeos? Pensou em vídeo, pensou YouTube, certo? Você sai do Google e vai pro YouTube fazer pesquisas de vídeo… O Bing oferece pesqusia de vídeo como a pesquisa de imagens. Pesquise um vídeo e verá filtros duração, resolução, tamanho de tela, fonte (aol, msn, youtube…). Se você não usar filtro, os primeiros resultados são do MSN Video, MySpace, Dailymotion… o YouTube aparece, mas lá no finalzinho da página, um ou dois resultados… mas você pode filtrar os resultados apenas por YouTube e está tudo beleza.

Ah! Passe o mouse sobre a miniatura do vídeo e trechos do mesmo serão executados automaticamente. Bacana né? Achou o vídeo que queria? Clique sobre ele. A página do YouTube abre? Não. O vídeo abre em tamanho maior e é executado dentro da janela do próprio Bing. Nada de deixar você ir pra fora e continuar sua pesquisa no site de origem. Mas é claro que é possível, só precisa de mais um clique, no link do vídeo, que agora aparece.

É. o Bing está correndo atrás e está bem colado em relação a recursos. Quando todos esses estiverem disponíveis em português, teremos uma experiência interessante. Mas o que vai definir o seu sucesso ou não?
Assim como foi com o internet Explorer que (ainda) é o navegador mais utilizado, já que o mesmo está pré-instalado na grande maioria das máquinas do mundo, o Bing pode ganhar uma boa parcela das buscas, já que esse é o buscador padrão do Internet Explorer e muita gente vai acabar usando. Claro, boa parte dos usuários (experiência própria), mesmo usando o Internet Explorer, às vezes sequer sabe que há uma barra de buscas ali no cantinho e sempre que vai fazer alguma pesquisa na internet, abre uma nova aba ou janela e digita instintivamente www.google.com
E como ficam os desenvolvedores e profissionais de SEO, SEM, blogueiros que buscam o PageRank 10… Para estes, praticamente o domínio da internet já está definido: as regras são ditadas pelo Google. É para ele que preparamos nosso site. É nele que queremos o site em primeiro lugar. O Bing usará o mesmo algoritmo para posicionamento dos resultados? Ou como é de costume, os profissionais de web terão que aprender a desenvolver sites padronizados (Firefox e companhia) e sites-que-funcionem-no-Internet-Explorer e trabalharão o posicionamento para o Google e agora também para o buscador do tio Bill? Pelo menos aqui no Ciso.blog.br, 97% das buscas no último mês vieram do Google, acho que não devo me preocupar ainda…












O brother… agora vai ter que comparar com o Squared do google,…
http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3805379-EI4802,00.html
É. Eu vi o Squared. Vou dar uma estudada nele. Mas não há comparação para ele, nem com o Bing, nem com o próprio Google. É um serviço totalmente novo. Vou ver do que ele é capaz e colocar aqui minha análise. Obrigado pela visita e sugestão. E você já viu o Google Wave??? É ooooooutra história, rs.
Mais uma cópia mal-feita, que criativo e inovador…
No passado eles tiveram sorte, porque um Mac ou um Amiga custavam horrores e por isso não eram tão populares assim. Agora a conversa é outra, não tem diferença de preço entre o Google e o Bing e o primeiro já é extremamente popular, quase onipresente.
No mercado atual, não há mais espaço para ganhar dinheiro copiando (mal) um bom produto por um preço inferior, é preciso inovar e “de com força”, o que nunca foi especialidade da Microsoft.
Nesse mundo nada se cria tudo se copia..
Então microsoft vai chegar lá..