Esse aí sou eu. O “criminoso” número 12259 registrado no site filesharer.org. Meu crime? Eu compartilho arquivos.
O Partido Vermelho Norueguês lançou uma campanha em favor dos donos do The Pirate Bay. “Mostre à indústria da música e do cinema como um criminoso se parece” é o mote da campanha, que alega que a indústria pegou os caras errados para culpar. A campanha chama a todos que trocam arquivos a enviar suas fotos e mostrar seu apoio ao The Pirate Bay.
Hoje, quatro dos pioneiros do compartilhamento de arquivos estão em julgamento na Suécia, em mais uma tentativa da indústria do cinema e da música a interromper a inovação e o desenvolvimento tecnológico à força.
Mas não são as pessoas por trás do The Pirate Bay que compartilham arquivos. Somos nós, os milhões de usuários do site. Eles pegaram as pessoas erradas. Nós não iremos embora, mesmo que a acusação vença este caso, nem a deseparecerá a tecnologia que nos permite compartilhar as músicas e filmes que amamos.
— O compartilhamento de arquivos está se tornando um dos mais importantes meios de se trocar informações. Se os caras por trás do The Pirate Bay são criminosos, então eu também e a maioria dos Noruegueses (e do cidadãos do mundo, eu completo), comenta a política Elin Volder Rutle, segunda candidata do Partido Vermelho para as próximas eleições parlamentares norueguesas.
Volder ainda ironiza: “Se querem punir todos os que trocam arquivos, vocês devem começar pela letra A da lista telefônica”.
“Não se pode proibir o futuro!” Já enviou sua foto?


Algumas pessoas insistem em afirmar que o livro eletrônico não tem futuro. Para esses críticos, “ler na tela” é traumático, ruim; quanto menor a tela, maior o pecado – ler um livro no celular é tão inconcebível, que beira o herético. Uma relação assim, fetichista, apaixonada pelo papel, é compreensível. Nossa sociedade, neurótica, sujeitou todos os objetos à transformação. Nada escapa da sanha inovadora, e o livro sempre foi visto como um bastião de estabilidade nesse mundo caótico. Máquina a vapor, rádio, avião, televisão, o livro como conhecemos até agora seguiu sendo a mesma pilha de folhas impressas. Até chegarem a informática e a Internet, forçando a porta e pedindo passagem, de modo semelhante ao que se passa no filme Cidade de Deus, quando Dadinho invade uma boca de tráfico, batendo forte à porta, em tom ameaçador. O traficante, sem saber da intenção de Dadinho, reclama: “ôrra, Dadinho, cê chega assim na minha boca?”. Dadinho responde, “quem falou que a boca é tua rapá?”. O mundo é isso aí, a transformação, a mudança. Essa boca agora é nossa.
Desde que comecei na faculdade de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, tinha a idéia de abrir um blog onde colocaria as anotações das aulas, de forma a colaborar com o aprendizado de colegas e de quem mais pudesse se beneficiar do conteúdo disponibilizado, servido ainda como fonte de discussão onde eu teria um canal de aprendizado em mão-dupla, também recebendo dicas e aprimorando meus estudos.













