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Tarcisio Cavalcante

Archive for outubro, 2008

Voto branco e voto nulo

Por Tarcísio Cavalcante outubro - 21 - 2008

Demorei pra escrever a respeito, mas esse assunto merece minha atenção.

Recebi um e-mail informando barbaridades como voto branco significando “tanto faz”, isto é, que o eleitor concorda com quem estiver ganhando, isto é, que os votos nulos são contabilizados para os candidatos com maior número de votos. BALELA!!!!

Não costumo ser chegado à Política, mas odeio ver gente mal informada e falsas informações fazendo a cabeça do povo.

Me referi ao “gente mal-informada” não porque não têm acesso à informação ou porque não recebem a informação correta, mas porque não querem mesmo (o pior caso, o pior cego…). No primeiro turno, vou a uma zona eleitoral justificar meu voto (estou em Curitiba, mas meu título ainda é de Fortaleza) e uma moça está lá também justificando seu voto, quando o auxiliar percebe que o título dela é de Curitiba. “Moça! A senhora não pode justificar!” Aparentemente porque etava longe do seu local de votação (outro bairro, do outro lado da cidade).

Não é falta de informação, é desatenção mesmo (as propagandas do TSE com a belíssima grávida Lavinia Vlasak são ótimas e muito bem explicativas) ou tentativa de fugir do direito civil.

Mas vamos ao que interessa: voto branco, voto nulo… Quero resumir logo: votos brancos e nulos são contabilizados apenas para fins de estatística, nada de votos brancos para os mais votados. Votos nulos podem anular uma eleição? Talvez. Mas não é tão simples assim.

Então minha dica: quer REALMENTE conhecer a verdade sobre votos brancos e nulos? E nada de textos com autor desconhecido ou de um site qualquer (o site Midia Independente (CMI) tenta se passar por um site de notícias “reais” que não são divulgadas pela imprensa tradicional. Eu deixei de acessar o site depois de ler tanta baboseira).

Tudo amparado na lei, informações oficiais, sugiro a leitura calma do (longo) texto a seguir para REALMENTE dirimir todas as dúvidas sobre votos nulos, brancos, amarelos, pardos, rosas, coloridos…

Informação nunca é demais.

Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, estabelece normas para as eleições: http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L9504.htm

Leia o artigo “Voto nulo anula eleição?” do site Quatro Cantos. Sem preguiça!!

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Bons profissionais precisam estar abolindo o gerundismo

Por Tarcísio Cavalcante outubro - 8 - 2008

Sou muito ligado ao tema escrita, leitura, língua portuguesa, cuidado com a língua pátria e o correto emprego da mesma. Então me sinto no dever de compartilhar artigos como este:

São Paulo, 2 de Outubro de 2008 – Ter boa capacidade de comunicação é fundamental no mundo corporativo. Por isso, atentar contra a língua portuguesa durante uma apresentação de negócios pode arranhar a imagem profissional de qualquer gestor. Principalmente se a gafe for o uso do gerundismo, vício de linguagem que se tornou uma espécie de praga nas empresas nos últimos anos. Por estar associado aos níveis mais baixos da hierarquia empresarial, usar expressões como “vamos estar reestruturando” soa como palavrão quando pronunciadas por um executivo.

Como todos estão sujeitos a eventuais deslizes, uma dica para contornar a situação é usar o bom humor. A sugestão é de Ricardo Piovan, diretor da Portal Fox, empresa especializada em consultoria organizacional, coaching e treinamentos. Há cerca de cinco anos, quando começou a fazer palestras, ele percebeu que costumava incorrer em alguns vícios de linguagem – palavras ou construções que atrapalham a manifestação clara do pensamento – e resolveu fazer um treinamento específico sobre comunicação. “Hoje, como meu ouvido está mais educado, se escapa um gerundismo, faço uma brincadeira com a situação e continuo”, comenta.

Para Piovan, o hábito de usar gerundismos prejudica a credibilidade do profissional. Ou seja, o público pode pensar que a falta de preocupação com algo tão básico como a própria capacidade de expressão pode ser um indício de negligência com outros aspectos da carreira. “Esse raciocínio não é necessariamente verdadeiro, pois a pessoa pode ser ótima gestora. Mas a queda de confiança acontece, e até de modo inconsciente”, alerta Piovan. A boa notícia é que na alta gerência esse tipo de problema é incomum. Porém, os demais escalões precisam ficar alertas. “Entre os coordenadores e também no nível operacional, o gerundismo ocorre com freqüência”, aponta.

Curiosamente, segundo os acadêmicos, o gerundismo não é um erro do ponto de vista gramatical. “Não há nenhuma regra na língua portuguesa que impeça a utilização desse tipo de construção”, esclarece José Simões, professor da Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo (USP). Porém, no mundo corporativo e mesmo fora dele, esse tipo de expressão verbal continua sendo malvisto.

Seja ou não mero preconceito, o fato é que há formas menos polêmicas e até mais simples de formular a mesma idéia que o gerundismo tenta expressar. Sem contar que esse vício de linguagem é geralmente associado aos funcionários de telemarketing. Há quem diga que o gerundismo começou com a má tradução dos manuais de telemarketing, em meados dos anos 90. É que no inglês o gerúndio é uma das formas verbais usadas para indicar futuro, em uma estrutura que não existe na língua portuguesa.

A explicação é engenhosa mas, para Simões, carece de base. “Acho que até agora ninguém olhou essas apostilas para saber se foi assim mesmo que o gerundismo surgiu”, contesta. O acadêmico tem outra hipótese para o fenômeno. Para ele, no contexto do telemarketing, as pessoas tentam usar uma linguagem mais culta do que normalmente usam. Por isso, acabam criando uma “pseudonorma culta da língua”. Ele lembra que, há cerca de duas décadas, os professores de português consideravam errada a locução verbal “vou ir”. Hoje, esse tipo de construção é a mais comum para expressar o futuro. O problema é que os funcionários de telemarketing “tentam mascarar o vou mandar e acabam dizendo vou estar mandando”, analisa.

De qualquer modo, quem ocupa os primeiros postos das empresas já está mais atento ao problema. Para Regina, o gerundismo ainda é muito falado, mas os executivos já “se tocaram” do problema. Ela conta que uma de suas alunas, uma consultora na área de empreendedorismo, costumava usar muito esse emprego incorreto do gerúndio. “As pessoas comentavam o fato. Diziam que ela tinha um modo de falar que não era compatível com a função dela. Para ser sincera, o gerundismo é visto como uma linguagem de pessoas menos qualificadas. Além de ser antipático e cansar o ouvinte”, observa.

(Gazeta Mercantil – João Paulo Freitas)

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Blogueiro, Twitteiro, Analista de Hardware, Instrutor de Treinamento em Tecnologia, formando de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Personal Nerd.

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