Mais um hoax chega à minha caixa postal. E esse é novo. Segue o texto:
Assunto: Chaves Magnéticas de Hotéis
Alguma vez já se perguntou o que está armazenado nas chaves magnéticas (que se
assemelham aos cartões de crédito) dos hotéis?
Veja a resposta e mude seus hábitos:
a. Nome do hóspede
b. Endereço parcial do hóspede
c. Número do quarto do hotel
d. Datas do check-in e ckeck-out
e. Número do cartão de crédito, e sua data de validade, do hóspede!
Quando você as devolve na recepção, suas informações ficam lá disponíveis para qualquer funcionário com acesso ao “scanner” do hotel. Ou ainda, um funcionário pode levar um monte delas para casa e, utilizando um aparelho de “scanner” magnético, ter acesso às suas informações e sair gastando pela internet.
Simplificando, os hotéis não apagam as informações das chaves magnéticas até que um novo hóspede faça uso delas, quando suas informações sobrescreverão as do antigo hóspede. Mas até que a chave seja re-utilizada, ela fica, geralmente, na gaveta da recepção com as suas informações nela!
Resumindo:
Guarde com você suas chaves magnéticas, leve-as para casa ou as destrua. Nunca as deixe no quarto, no lixo do banheiro e NUNCA as devolva para a recepção quando estiver fazendo o check-out. Os hotéis não podem cobrar pelas chaves (é ilegal) e você terá certeza de que não estará deixando um monte de informações pessoais valiosas que podem ser facilmente acessadas, e utilizadas, com um “scanner” magnético.
Pela mesma razão, se você chegar ao aeroporto e descobrir que ainda está carregando a chave com você, não a jogue nas cestas de lixo. Leve-a para casa e a destrua com uma tesoura, cortando principalmente a faixa magnética nas costas da chave.
* Informação: Departamento Policial Federal
Repasse para amigos e familiares*
Notaram o clima de terror, conspiração e “repasse para amigos e familiares”? Pois é: sintomas típicos do hoax padrão.
Por ser novo, não há informações suficientes para desmentir o hoax, resta-nos analizar a mensagem e buscar as informações por meios mais drásticos. Ligando pra Polícia Federal, por exemplo. Ah, mas este detalhe: como todo hoax que se preze, este atribui a informação a uma grande companhia que lhe confira respeito e dê mais destaque ao falso alerta. Nesses casos geralmente a informação “vem” da Polícia Federal. Quando é virus, vem da McAfee ou da Microsoft. Quando é criança desaparecida, vem do Fantástico etc.
Este até que está redigido direitinho, sem os típicos erros crassos.
Numa pesquisa pelo Google você já encontra o texto espalhado em vários blogs (com a mesmíssima redação). E as pessoas querendo o bem da humanidade tratam de espalhar a notícia como fogo em palha seca (uia, essa expressão ainda existe??).
Antes que digam que é minha mania de não-acredite-em-tudo-que-a-internet-te-diz, esse hoax também foi comentado e desmentido pelo jornalista Mílton Jung, da CBN (e aqui não é apelação de hoax, é verdade, tenho como provar, rs). Mílton, como eu, faz coleção de hoaxes e, assim como para mim, este ele considerou um novo e tratou de tentar recuperar o bom senso dos internautas em seu blog. “Pobres gerentes de hotéis, infernizados por esta falsa informação, devem estar calculando prejuízos com o sumiço das chaves. Saibam os incrédulos que a chave armazena informações sobre o número do apartamento e o código de identificação dela própria, o suficiente para gerar um registro na fechadura do hotel que facilita o rastreamento de quem entrou no quarto. O resto é mentira, lorota, conversa para boi dormir.”
Num post posterior, ele explica que a lenda haveria surgido após um episódio de CSI.